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Casa: mais que um lugar, um sentimento

O que faz com que chamemos a um espaço "a nossa casa"?

A procura de uma casa para comprar ou para arrendar pode ser uma tarefa árdua, que requer tempo, dedicação, perseverança e alguma paciência. Vemo-nos, frequentemente, obrigados a aprender a lidar com pequenas desilusões, quer seja pelas nossas expectativas não serem totalmente correspondidas, quer, por exemplo, se perdemos a casa para alguém que foi mais rápido a fazer uma oferta. Somos exigentes e temos razões para isso: estamos em busca da perfeição em forma de casa, o sítio onde nos vamos sentir mais calmos e seguros, onde vamos construir um futuro. Porém, esquecemo-nos que é quando a encontramos que começa uma aventura muito maior, muito mais complexa, mas muito mais bonita também – tornar aquela a nossa casa! A HomeLovers, enquanto empresa, foca-se na primeira parte, na procura, no objectivo de ajudar as pessoas a encontrarem o seu sonho. Queremos que a HomeLovers Mag vá muito para além disto: que não só acompanhe a viagem que é tornar nosso um espaço completamente novo, como nos inspire a dar uma nova vida às paredes, chão e tecto que estão à nossa volta há anos. Tal como uma casa, este blogue é um lugar onde tudo, até ao mais ínfimo detalhe, é escolhido com amor. Temos uma história para contar, uma que esperamos que inspire quem nos lê, que seja um motor para olhar para o que está dentro e fora das quatro paredes de forma diferente e mais criativa.

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Para começar, interessa-nos saber o que é que, na realidade, faz com que uma casa se transforme num lar, quando é que começamos a chamar-lhe “a nossa casa”?

A ideia de casa está constantemente a ser redefinida, adaptando-se tanto às mutações físicas das novas estruturas domésticas, quer às reais necessidades, aspirações e sonhos das populações que habitam o mundo actual. É um conceito muito difícil de definir, variando de pessoa para pessoa, de cultura para cultura. A casa pode estar associada a um sítio concreto, a quatro paredes e um tecto, a uma cidade, vila ou aldeia; ou a um sentimento, uma pessoa ou grupo. A nossa casa pode ser onde estão os nossos pais, amigos, filhos, irmãos, parceiros, assim como também pode ter um lado mais material, ligado aos nossos objectos e pertences. Ou pode ser um conjunto de todas estas coisas e muito mais!

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Na HomeLovers, lidamos com estas questões diariamente, e muito do trabalho desenvolvido pelos nossos accounts passa por escutar com atenção, ler nas entrelinhas, e perceber que casa é que uma determinada pessoa realmente procura, muitas vezes antes de ela própria ter essa consciência. Isto não tem apenas a ver com os gostos, passa muito por compreender o que a ideia de “lar” representa ou pode representar para ela, o que é importante na sua vida e de forma a casa se enquadra nesta dinâmica.

É inegável que a casa tem um papel central na vida de todos nós. É naquele conjunto de divisões que relaxamos, que meditamos acerca da vida, do presente e do passado, ao mesmo tempo que fazemos planos para o futuro. Precisamos que a casa nos proteja de uma forma física, mas também de uma forma emocional: que seja o nosso refúgio depois de um longo e muitas vezes árduo dia no mundo lá de fora. E tendo em conta o frenesim que caracteriza a vida de uma grande parte das populações, com todo o stress, a pressa, o barulho, esta estabilidade é hoje mais necessária que nunca. Dentro de casa encontramos, ou devemos encontrar, o bem-estar, a tranquilidade e o equilíbrio de que precisamos.

Em 2016, a IKEA realizou um estudo exactamente com o objectivo de saber o que significa “sentirmo-nos em casa”. Chegaram à conclusão de que as casas de hoje ainda inspiram os mesmos sentimentos de outrora: conforto, segurança e pertença. Os objectivos continuam a ser os mesmos. Neste estudo, 48% das pessoas afirmaram que a casa é onde se constroem as relações mais importante, 20% que é um espaço físico, 19% que é o local onde se guarda as coisas mais importantes, e 7%, um espaço geográfico. Uma das ilações possíveis é que as relações desempenham um papel fundamental na construção de um lar e do que ele significa para as pessoas. Na procura da casa ideal, é importante que consigamos imaginar uma vida dentro daquelas paredes, uma vida feliz que possamos partilhar com a família e os amigos. Para além da análise do espaço físico, existe uma quarta dimensão: a dos sentidos. A luz, as cores, a quantidade de som que entra dentro da casa, o chão suave de madeira, a inspiração que nos enche de vontade de preencher aquele espaço com o que é nosso, de trazer as nossas pessoas para ali e construir memórias, tudo isto conta!

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A casa representa conforto e felicidade, é o sítio onde nos podemos descalçar, atirar os sapatos para um canto, onde podemos ser nós próprios sem convenções nem “máscaras”, de uma forma livre. O conceito de privacidade e a relação entre espaços públicos e privados estão intimamente ligados à ideia de casa… mas isto dá pano para mangas e é matéria para um novo post que chegará em breve! 🙂

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