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Hortas verticais – uma explosão de cor e sabor na sua cozinha!

É bastante possível que já se tenha aventurado no maravilhoso mundo do cultivo de ervas aromáticas. Também é possível que o resultado tenha sido desastroso e que, no final, apenas tenha conseguido aproveitar quatro ou cinco folhas, se tanto. Acredite que percebemos perfeitamente a sua frustração, mas temos algumas sugestões que vão ajudar a que a sua cozinha se encha de vários tons de verde. 🙂

Por que razão devemos investir numa horta de temperos?

As razões são mais que muitas! Para começar, é muito mais fácil do que pode parecer (sabemos que está a ler isto com um ar desconfiado porque já viu o tamanho deste artigo e está a pensar “para que é que eles precisam de tantas palavras para explicar uma coisa que dizem ser tão simples”? Confie em nós, grande parte das frases estão aqui só para o texto ficar mais bonito e fácil de ler!). Depois, há poucas coisas que revolucionam tanto um espaço como as plantas! Elas trazem cor, novos cheiros, um bocadinho de natureza para a nossa vida citadina (leia aqui os benefícios que ter plantas em casa podem trazer para a sua saúde). Apostar numa horta de temperos pode, para além de ser um deleite para os olhos e o nariz, encher o nosso palato de sabores frescos, acabadinhos de apanhar. A estas vantagens juntam-se o facto de poupar nas compras de supermercado e, mais importante, esta pode ser uma óptima forma de combater o stress. Conseguimos convencê-lo? Esperamos que sim!

Por sabermos que uma das maiores razões que nos demovem quando pensamos em cultivar ervas aromáticas é a falta de espaço, vamos focar-nos nas hortas verticais. Estas são, sem dúvida, a melhor forma de unir a função e a estética, ao mesmo tempo que exploramos o horticultor criativo que há dentro de cada um de nós.

Que espécies devemos escolher?

O mais importante aqui é escolher espécies com raízes mais curtas, uma vez que vão crescer em recipientes mais pequenos que o habitual. Também é essencial que não se tornem demasiado altas, para não invadirem o espaço das vizinhas. Mas não se assuste: há muitas plantas que se adaptam muito bem a espaços mais apertados. Aqui ficam alguns exemplos: cebolinho, tomilho, manjericão, alecrim, salsa, orégão, sálvia, hortelã, tomate-cereja. Uma curiosidade engraçada é que há espécies que podem crescer irmanamente no mesmo recipiente (como a salsa e o cebolinho, ou o manjericão e o alecrim); e outras que não se podem ver nem pintadas (como a hortelã e o coentro).

Mãos à obra!

No que diz respeito aos recipientes, as opções são mais que muitas – pode comprar suportes já montados, que apenas tem de afixar à parede; pode construir os seus próprios, caso seja um mestre da bricolage; ou, se quiser ser (ainda mais) ecológico, pode reciclar embalagens já usadas. Temos vários exemplos para se inspirar:

A Herb Pack é uma marca portuguesa de vasos feitos de geotêxteis que permitem criar pequenos canteiros verticais em varandas e janelas. Tudo com um design muito simples e moderno! 

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A IKEA tem várias opções, entre as quais esta floreira em escada, com cinco pequenos vasos. Pode afixá-la ou apenas encostá-la à parede.

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Outra alternativa, pode ser aproveitar um dos muitos carrinhos de cozinha e enchê-los de verde!

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No que diz respeito a projectos DIY, pode encontrar milhões de sugestões na Internet. Seleccionámos algumas que podem ser adaptadas ao seu espaço e gosto.

Decor and the Dog

DIY+Tiered+Herb+Garden+Tutorial

A Beautiful Mess

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Fresh Mommy Blog

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Se optar por fazer a sua própria horta usando materiais reciclados, o mais habitual é usar-se garrafas de plástico. Há várias formas de o fazer:

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Que cuidados ter?

Pode instalar a sua horta vertical em qualquer sítio que tenha alguma luz natural, preferencialmente directa durante o período da manhã. É importante que, caso queira fixar os recipientes na parede, deixe uma folga de 15 a 25cm, de forma a ventilar e prevenir infiltrações.

Em termos de rega, é importante ter em mente que, nas hortas verticais, é muito mais frequente haver problemas por excesso do que por falta de água. As necessidades variam consoante a espécie, claro, mas vá adaptando as suas rotinas de rega às estações do ano (durante grande parte do tempo, apenas será necessário regar uma vez por dia, se tanto, mas nos dias maior calor poderá ter fazê-lo com mais frequência). Tal como se deve fazer nos jardins “normais”, é necessário assegurar que o solo mantém, ao longo do tempo, matéria orgânica suficiente. Pode criar o seu próprio adubo natural, fazendo uma compostagem simples com restos de alimentos e folhas (leia aqui mais sobre este assunto). Um dos principais problemas de ter uma horta vertical na cozinha são as malditas pragas. Deve evitar usar insecticidas químicos, e optar por produtos igualmente eficientes como o sabão potássico e o óleo de verão. Lembre-se que as folhas do manjericão têm propriedades que actuam como repelente de insectos, protegendo-se a si e às plantas vizinhas. No que diz respeito aos fungos, uma opção pode ser pulverizar uma infusão de chá de camomila sobre o cultivo, depois de a ter deixado de molho durante três dias.

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Não se esqueça de que, para além de tudo isto, também precisam de uma boa dose de amor e carinho. Não vamos dizer para falar com elas (se bem que há vários estudos que comprovam capacidades que nunca associaríamos às plantas), mas é importante arranjar algum tempo para se dedicar à sua horta, fazer tudo com dedicação e atenção. Se, mesmo com estas dicas, correr mal, não desista e tente outra vez!

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