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A 80 metros do chão

Temos a certeza que já atravessou a ponte 25 de Abril e sentiu uma vontade enorme de poder sair do carro e admirar uma das melhores vistas do mundo! Desde o final de Setembro que ficar lado a lado com o tabuleiro rodoviário da ponte pode ser uma realidade para qualquer um.

A ponte tem 14 pilares. Um, dois, três, quatro, cinco e seis sustentam o viaduto que a antecede, o sétimo é onde a magia acontece. O Pilar 7 é uma obra de engenharia notável, que, para além do miradouro que nos dá uma nova perspectiva da cidade, abarca também o centro interpretativo da ponte 25 de Abril.

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Vamos dar início à nossa visita:

Entramos no gigante de betão, um colosso com 160.000m3, que agora guarda o espólio histórico e fotográfico da construção da ponte. Nada poderia fazer mais sentido! Começamos esta viagem ao passado numa sala onde podemos admirar a maquete original da obra. Há uma cronologia que remonta ao início do século XIX, quando surgiu a vontade pioneira de ligar as duas margens do rio Tejo. Na década de 1880, foi apresentada uma proposta que teve bastante aceitação por parte da opinião pública, propondo a ligação entre a zona do Beato, em Lisboa, e o Montijo. Os anos seguintes enchem-se de soluções e ideias que nunca se materializaram, como a construção de um túnel de 4,5 quilómetros, uma proposta apresentada pela empresa de Henry Burnay.

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Chegamos à Sala dos Trabalhadores, uma homenagem aos mais de 3.000 homens que, entre 1962 e 1966, dedicaram as suas vidas a erguer aquela que é uma das maiores pontes suspensas do mundo. Podemos ver quatro pequenos filmes a 360º, que mostram as várias fases de construção.

Na divisão seguinte, o melhor é relaxar. Somos envolvidos por um ambiente de tons azuis, como se tivéssemos debaixo de água. Mas é depois de subir uma escada de incêndio, pintada do mesmo vermelho que a ponte, que chegamos ao que verdadeiramente impressiona: as salas de amarração.

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Aqui moram as principais amarrações que sustentam a ponte – incluindo os cerca de 150.000 carros e mais de 160 comboios que lá passam diariamente! Naqueles cabos estão concentradas 8.600 toneladas de aço e, para a sua construção, foram usados 54.196 metros de fio de aço. 

Há ainda a sala dos espelhos, que põe logo em cheque quem tem medo das alturas. Mas o verdadeiro desafio vem depois. Temos de atravessar o passadiço, que nos leva ao elevador panorâmico que sobe até ao miradouro, no 26.º andar. É preciso coragem para andar sobre o chão de vidro, mas vale a pena! Estamos a 80 metros do chão, os carros passam a toda a velocidade, mas desta vez podemos desfrutar desta paisagem maravilhosa com o tempo e a calma que sempre quisemos. O rio estende-se até se perder de vista, vemos Belém e a Ajuda, o verde da outra margem: é o melhor postal de Lisboa!

pilar 7-12

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