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WABI-SABI – a beleza das coisas imperfeitas

Conheça mais sobre esta corrente estética e ideológica, que encontra serenidade no que é descomplicado, modesto, misterioso e fugaz.

A capacidade de observar a passagem do tempo de uma forma calma e tranquila pode parecer, para muitos de nós, inatingível. O estilo wabi-sabi, contudo, é isso mesmo: uma forma de ver o mundo que assenta na aceitação daquilo que é inconstante e imperfeito. Está enraizado na cultura japonesa (na cerimónia de chá, no iquebana (a arte japonesa de arranjos florais), na cerâmica, nos jardins zen) e volta a ser uma tendência em 2018.

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A ideia surgiu da confluência de duas palavras – “wabi” e “sabi” – que expressam um olhar muito particular e difícil de traduzir. A expressão “wabi” está relacionada com a simplicidade, a humildade, o minimalismo, com viver a vida em harmonia com o que está à nossa volta. “Sabi”, por outro lado, relaciona-se com a beleza que existe em tudo o que é transitório e etéreo. Praticar esta filosofia pressupõe compreender e aceitar o crescimento e a morte, ao mesmo tempo que abraçamos as imperfeições que vão surgindo pelo caminho. 

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No que diz respeito ao design e à estética, as características do wabi-sabi incluem a assimetria, simplicidade e modéstia; as superfícies ásperas e as paredes rugosas; a integração de objectos e processos naturais. As cores usadas tendem a ser variações de cinzento (leia aqui mais sobre o greige), conjugadas com cores que podemos encontrar na natureza, como os verdes, castanhos, vermelhos e alaranjados. Claro que não tem de adoptar este estilo a 100%, mas certos aspectos podem ser inspiradores, nem que seja para apreciarmos a beleza que existe na simplicidade. Concorda connosco? 🙂

Pode consegui-lo de várias formas, mas reunimos as nossas favoritas:

  1. Escolher materiais de boa qualidade, resistentes, que ficam melhores à medida que o tempo passa.
  2. Não esconder as marcas do tempo, quer seja nas falhas da madeira, no desgaste dos sofás, nas cerâmicas danificadas.
  3. Conjugar várias texturas diferentes, todas dentro de uma paleta de tons terra, por exemplo.
  4. Juntar a forma e a função em todos os pormenores. Não faz sentido ter coisas bonitas se elas não vão usadas, mas é importante investir em objectos úteis que sejam também simples e elegantes.
  5. Destralhar. Já falámos aqui desta coisa mágica e revigorante que é desfazermo-nos daqui que não precisamos.
  6. Deixar a casa respirar, fazendo a curadoria dos espaços de uma forma pensada e cuidada, que respeite os momentos de relaxe e introspecção.
  7. Trazer a natureza para dentro de casa. Pode ler os nossos artigos sobre as vantagens de ter plantas e hortas verticais em casa aqui e aqui.

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Fonte das imagens: 1, 2, 3, 4, 56

 

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