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ESCOLAS para todos os gostos!

Na HomeLovers Mag, acreditamos que a diversidade é mais que bem-vinda e, por essa razão, fomos conhecer três alternativas ao modelo de ensino tradicional.

Decidir em que escola pôr o nosso filho pode ser stressante. Para além da acessibilidade geográfica e das taxas de sucesso escolar, há outros factores que podem pesar – nomeadamente, a preocupação com o desenvolvimento de capacidades mais ligadas à criatividade e a autonomia. Há, felizmente, cada vez mais abordagens alternativas, escolas que questionam o sistema e respeitam o tempo de aprendizagem de cada aluno, em que não há manuais nem são dadas notas. Podíamos ter escolhidos muitas, mas, por agora, vamos falar apenas de três exemplos: Os Aprendizes, em Cascais; a Escola da Ponte, em Santo Tirso; e o colégio Boa Ventura Montessori School, em São João do Estoril.

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N’ Os Aprendizes, a experimentação é muito mais importante do que está escrito nos livros. As aulas são dadas à volta de uma mesa redonda, subvertendo o modelo habitual das secretárias em fila, e todas as sextas-feiras é realizada uma assembleia, na qual as crianças são convidadas a intervir, avaliar e dar as suas opiniões sobre a semana que passou. Apesar de seguirem o currículo do Ministério da Educação, são os próprios alunos que escolhem o encadeamento dos temas e os professores vão-se adaptando. As matérias são aplicadas o máximo possível à realidade e, paralelamente, as crianças fazem actividades como yoga, expressão dramática, jardinagem, filosofia, etc. A escola foi fundada por Sofia Borges, que, não conseguindo encontrar a escola ideal para o seu filho, decidiu criar uma que lhe enchesse as medidas. O nascimento d’Os Aprendizes foi inspirado pela pedagogia High-Scope, mas a escola foi evoluindo ao longo dos tempos, moldando-se às diferentes necessidades das crianças. Hoje em dia, funciona como um casamento de três filosofias:

  1. A High-Scope, na qual se valoriza o “aprender fazendo”, a interacção positiva entre o adulto e a criança, um ambiente de aprendizagem à medida do aluno e a avaliação diária, baseada no trabalho em equipa.
  2. A Waldorf, de onde retiram, por exemplo, a valorização da arte e da natureza, a visão holística da educação, o respeito pelos ritmos naturais de aprendizagem de cada um.
  3. O Movimento da Escola Moderna, que inspira toda a ideia de comunidade e a promoção dos trabalhos de grupo, das assembleias, dos diários de turma e do trabalho comunitário.

O colégio Os Aprendizes aceita alunos desde o pré-escolar até ao 2.º ciclo, sendo que estão a projectar o aumento da escola até ao 12.º ano. Saiba mais aqui.


A Escola da Ponte (pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º ciclos) nasceu da necessidade de repensar a educação e pôr em causa o sistema de ensino vigente. Foi lançado, no ano passado, um livro que comemora os 40 anos desta que é conhecida como a escola mais democrática do país. É pública, ao contrário dos outros exemplos que trouxemos para este artigo, e os seus ideais assentam na valorização das capacidades do aluno e na aprendizagem feita com base na promoção da autonomia: cada um decide o que vai estudar nesse dia e os únicos testes que fazem são os exames nacionais. Tal como n’Os Aprendizes, há um grande envolvimento com a natureza e com a arte. A família e a comunidade são parte integrante do processo de aprendizagem e, apesar de todos os professores lidarem com todos os alunos, cada um tem um orientador educativo (tutor), que faz a ponte entre a escola e a casa. No site da instituição, podemos ler a seguinte frase, que resume bem o que está por trás de toda esta filosofia: “Obrigar cada um a ser um outro igual a todos é negar a possibilidade de existir como pessoa livre e consciente.” 

Saiba mais sobre a Escola da Ponte aqui.

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Já falámos um pouco da filosofia Montessori e da influência que pode ter quando aplicada na disposição e decoração do quarto da criança (leia o texto aqui). Existem cada vez mais escolas em Portugal que usam este método como forma de ensino. No colégio Boa Ventura Montessori School, em São João do Estoril, toda a comunicação é feita em inglês e todos os pés estão descalços. Os materiais didácticos utilizados respeitam as bases do método que dá nome à escola, desenvolvendo e estimulando, de uma forma lúdica, as capacidades cognitivas e físicas dos alunos. A aprendizagem é prática e sensorial, pondo de lado os castigos e os louvores típicos da educação tradicional. Maria Montessori, a criadora deste método, acreditava que se deve fomentar a liberdade, permitindo que a criança se eduque a si própria, escolhendo os seus caminhos e levando o tempo necessário.

O colégio Boa Ventura Montessori School aceita alunos apenas até aos 6 anos. Saiba mais aqui.

 

Fonte das imagens: 1, 2

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