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OSSOS DO OFÍCIO III – quando do caos nasce a ordem

Ser account na HomeLovers é muito mais divertido do que pode parecer à primeira vista. Temos uma colecção de histórias que nos fazem chorar a rir, umas que parecem tiradas de filmes, outras que nos deixam de cabelos em pé. Este é o sítio onde as partilhamos convosco!

A nossa account A é protagonista de uma das histórias mais mirabolantes da HomeLovers, uma das que tem obrigatoriamente de constar no nosso livro de memórias (se um dia existir um!). Tudo começou com um acaso… A A. tinha angariado um apartamento na zona de Santos, em Lisboa, e, numa das visitas, reparou que o andar de cima estava em obras. Perguntou a um dos trabalhadores se estava para venda e se lhe podiam dar o telefone do proprietário. A resposta foi ainda melhor: “Pode subir que ele está lá em casa.” Quem a recebeu foi um senhor já com alguma idade, irlandês, que parecia ter estado a dormir uma sesta. A A. olhou de relance para o interior e só viu uma estrutura de cama e algumas coisas espalhadas, mas a casa parecia ter muito potencial. Conversou um pouco com o senhor em inglês e, assim que lhe deu um cartão, ele exclamou “I love HomeLovers!” e mostrou-se muito interessado em divulgar a casa connosco. Estava tudo a correr pelo melhor para a A.

Algumas semanas depois, a A. decidiu telefonar ao senhor para ver em que pé estavam e este sugeriu que passasse pelo apartamento para que lhe pudesse dar toda a documentação. As obras já tinham terminado, mas na sala apenas havia um banquinho de três pés, um rádio, uma planta e um caixote com um portátil. A A. começou a achar tudo um pouco estranho, mas o senhor tinha um sentido de humor tão apurado que acabaram por ficar a conversar durante uma hora e meia… sobre tudo menos a casa! A nossa account apercebeu-se de que o senhor vivia ali, completamente despojado de bens materiais (até de frigorífico!), tudo por opção própria. Também percebeu que ele conhecia a HomeLovers por causa da sua gestora de conta, que, quando soube que estava a pensar em por a casa à venda, disse prontamente para vir ter connosco, pois enquadrava-se na perfeição com a estética da nossa marca.

O tempo foi passando e as visitas da A. continuavam, assim como as conversas, sempre sem se chegar a conclusão nenhuma relativamente ao negócio. Foi-se apercebendo de que o senhor era, sem dúvida, uma personagem com gostos invulgares, mas com uma cultura acima da média. Apesar de achar toda a situação caricata, entretanto já tinham passado praticamente oito meses e a nossa account estava a ficar desmoralizada, prestes a desistir de angariar a casa. Porém, assim que o informou, o senhor decidiu avançar e deu-lhe os documentos num saco de plástico. Havia um senão: deixou claro que não queria estar em Lisboa quando fossem as visitas, que se ia mudar para Itália. A A. ficou de pé atrás, já a imaginar que os contactos iriam ser super difíceis e iria ficar sem conseguir responder a potenciais interessados. Achou melhor aconselhá-lo a contactar uma advogada e passar uma procuração. Passaram-se alguns dias, até que a A. (que já estava a acreditar novamente que nunca iria conseguir angariar esta bendita casa) recebeu um telefonema aflito do senhor, que dizia que lhe tinha dado os documentos originais da casa e não cópias, como ela pensava. A seguir aconteceu a coincidência das coincidências: a A. encontrou-o acidentalmente no hall do prédio da HomeLovers! Os escritórios da advogada também eram no número 71 da rua Castilho e o melhor de tudo é que a A. trazia consigo os documentos que lhe tinha ficado de devolver.

Poucos dias depois, recebeu um e-mail da advogada a dizer para avançar com a divulgação do apartamento. Não passou mais de um mês até a casa estar vendida! Depois de uma proposta que acabou por ser recusada pelo proprietário, uma pessoa que já tinha demonstrado interesse pelo andar de baixo acabou por se apaixonar ainda mais por esta casa.

Mas a história não fica por aqui e a relação mantém-se. O senhor continua a telefonar de Itália à A. (a desejar-lhe Feliz Dia da Mulher, por exemplo) e a enviar nem mais nem menos do que cartas, que chegam aos escritórios da HomeLovers e nas quais vai contando a sua vida. E são páginas e páginas! 🙂

Só mais uma curiosidade: antes de ir de viagem, o senhor fez a nossa A. jurar que iria regar a sua planta sempre que fosse mostrar a casa a algum potencial interessado. Como a água não estava ligada, deixou uma centena de garrafas de água para o efeito. <3

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